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Como se prevenir da gripe

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A ASSOCIAÇÃO:
A Associação dos Portadores de Doenças Tropicais (APDT) é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como objetivo principal cadastrar, conhecer e auxiliar os portadores desta doença. A entidade foi criada na sala de reuniões do hospital Santa Juliana no ano de 1993, com o apoio dos médicos Tião Viana e Dr. Furtado, pois eram quem atendia os portadores da doença de Jorge Lobo nesta época.
 
 A APDT realiza trabalhos de pesquisa de campo, fazendo levantamento através de visitas nos locais propícios à doença, identificando os portadores, bem como distribuindo medicamentos e informativos de prevenção da doença, orientando e incentivando os pacientes a não abandonarem o tratamento e comparecerem assiduamente à unidade de saúde nos dias agendados.  Mantém sempre o elo de comunicação com o ILSL para dar informações quanto à doença e dos pacientes, para que as pesquisas sejam realizadas de formas emergentes para descobertas de uma droga para combater esta patologia que tanto aflige o individuo portador.

O PORTADOR:
Os portadores da doença de Jorge Lobo expressam o seu “caos”. Ou seja, caos são relatos que expressam mais ou menos um episódio, um acontecimento ou uma história de vida ocorrida na vida do narrador ou de diversas pessoas. Cada portador desta patologia reclassificam estas histórias como acontecimentos que por meio das suas percepções e significados buscam o relacionamento com o outro procurando reduzir e diminuir o seu sofrimento e a sua dor. Dentro destas perspectivas, as percepções e os significados dos portadores da doença de Jorge Lobo têm marcantes referencias de entendimento em que surge uma gama de interpretações da doença no seu cotidiano.
 
Diante das percepções e dos significados da doença, os portadores da doença de Jorge Lobo, têm se limitado de seus costumes e hábitos cotidianos, eles atribuem os significados da doença a um atilamento pouco comum diante de tantas histórias vividas e contadas por eles mesmos. No estágio observatório do quadro da aquisição da doença resultante de muitas interpretações em que muitas vezes é desalentador para o agente portador da doença em que este atravessa múltiplas interseções, esboçando o próprio processo permanente de reposicionamento de significados para a doença de Jorge Lobo, este recria fronteiras características dentro de qualquer processo cultural que permitam interpretar de modo especifico suas experiências de vida para amenizar a sua dor provocada por esta patologia.
 
De certa forma, estes portadores procuram incorporar as complexidades da doença a um processo categórico de vivência de mundo e experiências cotidiana que permitam o seu entendimento diante dos imersos sistemas simbólicos culturais equacionados a uma gama de observações acerca de uma forma especifica de fixação de experiências relativas ao corpo, à saúde e à doença.
 
As falas abaixo, são de pessoas portadoras da doença de Jorge Lobo, pois demonstram a perceptividade desses agentes na construção de confronto referente ao saber da doença, ao primeiro contato em que alguns casos nortearam-se ao desengano médico, e que muitos agentes recorreram à cura espiritual, remédios caseiros e as benzeduras:
 ““. . . Logo ao saber da enfermidade, pensei que fosse de uma ferroada de carrapato. Depois atribui esta enfermidade á macumba, ocasião em que um sobrinho meu me ofertou um par de sapatos, ao calçar o sapato pela primeira vez subiu um piche de podre no meu nariz, alguns dias depois começou a nascer uns caroços e a perna a ficar inchada. Desse dia em diante nunca mais fiquei bom. Recorri “a benzimentos com ervas caseiras e até aos médicos, mas não fiquei bom ...”  (Sr. Atalio de Oliveira, portador da doença em uma entrevista realizada no dia 02 de setembro de 2006). “. . . Trabalhei no seringal no corte da seringa e quebrava castanha na época da colheita, após alguns anos começou a nascer uns caroços pequenos na minha perna e no meu braço, no começo fiquei muito triste, procurei rezadores e recebo remédios, mas nunca fiquei boa, a minha maior tristeza é que não consigo arrumar emprego, pois quando estou trabalhando em algum lugar, no momento em que as pessoas descobrem as lesões sou logo demitida, isso me causa muita decepção e tristeza ... ”.Srª. Francisca Vasconcelos, portadora da doença, em uma entrevista concedida no dia 03 de setembro de 2006). “... Acho que peguei a doença quando cortava seringa no seringal Liberdade, também cortei seringa em outros seringais, a forma para a cura da doença buscara nos remédios caseiros, garrafadas, rezas e nos médicos, fiquei Internado no hospital de base de Rio Branco para tratamento, mas fugi com medo de morrer, depois viajei para Bauru, onde foram realizadas várias cirurgias, mas com o tempo começou a nascer tudo de novo...” (Sr. Sebastião Pereira Sales, portador da doença, aos 86 anos, contraiu a doença quando tinha 16 anos de idade, na extração do látex da seringueira e na colheita da castanha).  

Estes são relatos concedidos por pessoas desoladas que sofrem com a doença e com a falta de inclusão social, muito embora sendo pessoas que já contribuíram bastante com a economia do nosso Estado, hoje se encontram às margens da sociedade sofrendo impactos sociais, pois não conseguem uma aposentadoria e muito menos um emprego para o sustento de sua família e no custeio do tratamento da doença.

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