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Cresce o câncer de mama em jovensEstilo de via favorece o aparecimento precoce da doençaApesar de o câncer de mama ser menos freqüente em pessoas com idade inferior a 40 anos, a incidência da doença e mulheres mais novas vem crescendo nos últimos anos. Ainda não existem estatísticas consistentes, mas a estimativa é de que as jovens já somem 20% dos casos da doença – uma projeção preocupante e que inspira cuidados principalmente nas jovens sedentárias e com histórico familiar. O mastologista Agamenon Gomes da Fonseca, chefe da cirurgia geral da Santa Casa de Santos, defende a realização da mamografia a partir dos 34 anos. Antes desta idade, explica o especialista, o tecido mamário feminino é muito denso, o que dificulta o diagnóstico. “Nestes casos, os exames mais indicados são o ultrassom de mama, que deve ser realizado uma vez por ano, e o exame de apalpação”. O diagnóstico precoce e estilo de vida Apesar de a maioria das mulheres acreditarem que o câncer de mama é “herdado”, o estilo de vida conta e muito. “O sedentarismo na infância e na adolescência é um importante fator relacionado ao surgimento de casos em jovens", explica o médico. As jovens com estilo de vida saudável têm também um sistema imunológico mais sadio, o que ajuda a reduzir as chances de desenvolvimento da doença. Não fumar, não beber em excesso, evitar a obesidade, praticar atividade física regularmente e manter uma alimentação balanceada são os segredos para reduzir essas probabilidades. Detectar a doença o quanto antes é fundamental para o êxito no tratamento. Segundo o especialista, quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maiores são as chances de cura e menor será o uso do arsenal terapêutico empregado no tratamento. Mulheres com histórico da doença na família devem ficar atentas. Mas é importante esclarecer: apenas um histórico de câncer de mama em mãe, irmã ou avó não significa uma certeza de que a doença ocorrerá. “Apenas 10% das descendentes é que terão a doença. Assim mesmo, deve-se fazer a mamografia anual, e, após os 35 anos, o exame clínico semestral", explica o ginecologista Luiz Henrique Gebrim, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Genética Em 5% a 10% dos casos de câncer de mama, no entanto, a doença é causada exclusivamente por fatores genéticos. “São mutações em determinados genes que aumentam em até 80% as chances de desenvolver a doença ao longo da vida” explica a oncologista Maria Del Pilar Estevez Diz, coordenadora do ambulatório de oncologia clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). A descoberta de que essas alterações em determinados genes aumentam em muito o risco da doença vem fazendo com que muitas mulheres portadoras dessas mutações optem pela retirada total das mamas. Foi o caso de Denise de Morais, 36 anos, secretária. Ela optou pela cirurgia radical após ter feito um exame periódico que detectou um caroço em uma das mamas. A chamada mastectomia radical foi uma orientação médica, já que existiam casos da doença na família. “Não quis arriscar. Minha mãe e avó morreram de câncer de mama. Tenho um filho pequeno e decidi pela cirurgia. Foi uma decisão muito difícil, mas foi a melhor saída”, afirma Denise. De olho nos sintomas Lurdes da Costa, 40 anos, administradora, percebeu a presença de um pequeno nódulo aos 31 anos. Porém, uma tragédia vivida logo após o exame a afastou do consultório médico por oito meses. “Meu marido morreu em um acidente e fiquei muito deprimida. Quando voltei, já estava com o tumor em estágio avançado. Precisei retirar completamente um seio. Foi um pesadelo” conta. Dependendo do tipo de tumor, a mulher pode ter sintomas como dor, presença de nódulos nas mamas ou nas axilas, retração ou saída de secreção do mamilo e alterações na pele na região das mamas. Ao sentir algum desses sintomas é importante consultar o médico. Somente um especialista vai poder indicar o melhor tratamento para a doença.
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